Criptococose cutânea em felino: relato de caso e abordagem diagnóstica

Autores

  • Marcelle Leticia Sousa de Azevedo Universidade Federal de Mato Grosso - Campus de Sinop https://orcid.org/0009-0006-7461-8710
  • Tatiane Vieira Alves Universidade Federal do Mato Grosso – Campus Sinop https://orcid.org/0000-0001-7750-7895
  • Giovana Cambuy de Andrade Universidade Federal do Mato Grosso – Campus Sinop
  • Júlia Catarina Vieira Reuwsaat Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Lívia Kmetzsch Universidade Federal do Rio Grande do Sul
  • Thaís Badini Vieira Universidade Federal do Mato Grosso – Campus Sinop
  • Bruno Gomes de Castro Universidade Federal do Mato Grosso – Campus Sinop

DOI:

https://doi.org/10.36560/19520262254

Palavras-chave:

Cápsula, Cryptococcus gattii, Leveduras, MALDI-TOF, Micoses, Nanquim.

Resumo

Este trabalho descreve um caso de criptococose cutânea em felino macho, sem raça definida, semi-domiciliado, atendido no Hospital Veterinário da UFMT – Campus Sinop. O animal apresentava lesões ulceradas em face, base auricular direita e região cervical, associadas a linfadenomegalia submandibular, apatia e anorexia. Para o diagnóstico, realizaram-se citologia por “imprint”, cultura fúngica e Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization Time-of-Flight (MALDI-TOF). A citologia evidenciou intenso processo inflamatório com presença de leveduras encapsuladas, compatíveis Cryptococcus spp. Na cultura, observou-se colônias convexas, branco-acinzentadas e de aspecto mucoide. A avaliação microscópica da cultura com coloração por tinta nanquim, demonstrou leveduras com capsula fina, quase imperceptível, destacando-se sobre o fundo escuro da tinta e conferindo o aspecto de “céu estrelado”, característico desse fungo. Para a identificação da espécie do agente, utilizou-se a técnica de espectrometria de massas por MALDI-TOF, cujo resultado identificou o isolado como Cryptococcus gattii. Instituiu-se terapia antifúngica sistêmica com itraconazol, associada a antibióticos, tratamento tópico e suporte nutricional. Apesar das medidas terapêuticas, o paciente evoluiu a óbito após 30 dias. O caso ressalta a importância do diagnóstico precoce e da investigação de fatores imunossupressores, considerando sua influência no prognóstico da criptococose felina.

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Publicado

2026-08-17

Como Citar

Azevedo, M. L. S. de, Vieira Alves, T., Cambuy de Andrade, G., Vieira Reuwsaat, J. C., Kmetzsch, L., Badini Vieira, T., & Gomes de Castro, B. (2026). Criptococose cutânea em felino: relato de caso e abordagem diagnóstica. Scientific Electronic Archives, 19(5), 1–7. https://doi.org/10.36560/19520262254

Edição

Seção

Ciências da Saúde

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