Avaliação de diferentes doses de acepromazina em cães submetidos a ultrassonografia para avaliação esplênica
DOI:
https://doi.org/10.36560/19320262202Palavras-chave:
fenotiazínicos, hematologia, esplenomegaliaResumo
A acepromazina é um medicamento amplamente utilizado na rotina clínica veterinária para sedação e tranquilização de animais. Além de seus efeitos sedativos também possui alguns efeitos adversos conhecidos como redução nos valores do hemograma devido a um sequestro esplênico, o que também leva a um aumento no tamanho deste órgão. Foram selecionados 20 cães saudáveis, sem predileção de raça, sexo ou idade, com pesos entre 2 kg e 30 kg, atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Cuiabá. Os animais foram divididos em dois grupos: Grupo I (GI), recebeu acepromazina na dose de 0,01 mg/kg por via intravenosa; e grupo II (GII), recebeu acepromazina na dose de 0,03 mg/kg por via intravenosa. Os animais foram submetidos a exames clínicos, hematológicos (hemograma completo) e bioquímicos (perfil hepático e renal), além de ultrassonografia abdominal para aferição das medidas do baço antes e após a administração de um dos tratamentos. Foi possível observar uma redução nas variáveis do eritrograma de 16% para a dose de 0,01 mg/kg e uma redução de 22% para a dose de 0,03 mg/kg. Adicionalmente, o baço apresentou um aumento de 7,5% em sua medida horizontal na avaliação ultrassonográfica para a dose de 0,03 mg/kg. Com isso, conclui-se que ambas as doses possuem efeitos hematológicos e ultrassonográficos, devendo ser utilizados com cautela em pacientes que serão submetidos à exames de imagem ou possuam alterações hematológicas.
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Accepted 2026-03-30
Published 2026-04-13

