Conhecimento, situação vacinal e exposição ocupacional à hepatite B entre acadêmicos da área da saúde
DOI:
https://doi.org/10.36560/19120262144Palavras-chave:
Educação em Saúde, Ensino Superior, Vacina contra Hepatite BResumo
O Boletim Epidemiológico Brasileiro mostra que a hepatite B representa cerca de 37% dos casos de hepatite virais nos últimos vinte anos, ocupando o segundo lugar nos óbitos por esta doença. Devido ao risco ocupacional, acadêmicos e profissionais da saúde são grupos prioritários para a vacinação contra hepatite B. Assim, o presente estudo avaliou o nível de conhecimento sobre a hepatite B, a frequência de exposição a procedimentos com risco biológico e a ocorrência de acidentes ocupacionais, bem como a situação vacinal e soroconversão pós-vacinal entre futuros profissionais da saúde. Realizou-se um estudo observacional, transversal e descritivo no ano de 2024 através da aplicação de um questionário. Os resultados foram apresentados de forma descritiva, com dados em frequências absolutas e relativas. Participaram da pesquisa 102 voluntários, com idade média de 23 anos, sendo a maioria do sexo feminino. A maior parte (36,3%) estava no segundo ano do curso de graduação da área da saúde. Todos responderam conhecer a hepatite B, no entanto somente 24,5% dos participantes detinham conhecimento sobre todas as formas de transmissão, e destes 42,8% estavam no terceiro e quarto ano da graduação. Quanto à possibilidade de ter participado de algum procedimento com risco biológico, 77,5% responderam que sim, e assinalaram opções como suturas, parto, punção venosa, curativos e cirurgias. Seis dos participantes (5,9%) sofreram acidente com exposição a fluido biológico, sendo três por perfurocortantes. A maioria (93,2%) dos acadêmicos apontaram já terem recebido a vacina contra a hepatite B, destes 45,3% receberam as três doses, enquanto 15,8% não sabiam dizer quantas doses receberam. Quanto ao desfecho da imunização, apenas 21,56% sabiam que o resultado do anti-Hbs era reagente. Assim, considerando que a imunização constitui uma forma de prevenção, a cobertura vacinal se apresentou elevada segundo o relato dos participantes. Entretanto, apenas uma pequena parcela demonstrou conhecimento sobre o resultado reagente do exame anti-HBs. Com base nos achados, observa-se que os discentes apresentaram fragilidades nos conhecimentos adquiridos quanto as medidas preventivas e de proteção contra o vírus da hepatite B. Nesse contexto, torna-se fundamental o desenvolvimento de ações educativas contínuas que promovam a consolidação do conhecimento adquirido ao longo da graduação.
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