Crescimento de cultivares de alface em ambiente protegido
DOI:
https://doi.org/10.36560/18520252103Palabras clave:
análise de crescimento, Lactuca sativa, seleção de genótipos, variedades.Resumen
O objetivo deste trabalho foi investigar os caracteres agronômicos de diferentes cultivares de alface durante o crescimento em ambiente protegido, no município de Videira, região do Meio Oeste Catarinense. Para isso, mudas de alface, Lactuca sativa L., de diferentes cultivares: Americana [variedade (var.) Yasmim], Crespa (var. Lirice), Lisa (var. Stela), Mimosa (var. Natali) e Romana (var. Luisa), cresceram em vasos plásticos contendo 5 dm3 de substrato no interior da casa de vegetação do Instituto Federal Catarinense, Campus Videira. As plantas cresceram com o substrato mantido próxima a capacidade de campo até o final do experimento, com duração de 45 dias após o transplante (DAT) das mudas para os vasos. O controle da irrigação foi realizado pelo método gravimétrico (pesagem diária dos vasos), adicionando-se água até que a massa do vaso atingisse o valor prévio determinado, considerando-se a massa do solo e de água. O experimento foi montado num delineamento inteiramente casualizado (DIC), com quatro repetições, com cinco cultivares de alface (Americana, Crespa, Lisa, Mimosa e Romana). Cada unidade experimental foi composta de um vaso plástico contendo uma planta. Os dados foram submetidos à análise de variância, e os tratamentos comparados pelo teste de Scott-Knott (5% de probabilidade) utilizando o programa o software R®, versão 4.3.2. As avaliações de crescimento foram realizadas no final do período experimental, aos 45 DAT das mudas para os vasos. Em cada coleta foram analisados em cada planta (Cultivar) as seguintes variáveis: altura, diâmetro do caule, número de folhas, comprimento radicular e caulinar. Também foi avaliado a matéria seca foliar, caulinar, radicular e total (folha, ramos e haste, e raiz). De acordo com as condições climáticas experimentais apresentadas, sugere-se que dentre as cultivares, a Americana e a Crespa, mostraram-se como as mais promissoras para o cultivo, exibindo características de crescimento favoráveis ao produtor, como o menor comprimento caulinar conferindo maior resistência ao florescimento precoce e incrementos na matéria seca foliar, indicando maior alocação de carboidratos para o crescimento das folhas, característica essa desejável no melhoramento genético das plantas de alface, sendo fundamental na obtenção de maiores produtividades, atendendo assim, às demandas do mercado consumidor. Entre as cultivares, a Romana parece ser a menos apropriada para o cultivo, uma vez que pode passar precocemente da fase vegetativa para a reprodutiva, emitindo inflorescências, característica indesejável ao crescimento.
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